terça-feira, 13 de maio de 2014

Sou borderline, mas o borderline não deve ser o que eu sou

Hoje começo o tratamento para o meu borderline e junto com ele começo a escrever nesse  blog, como forma  de retratar  minhas mudanças,  para que de algum jeito eu possa ajudar pessoas que são como eu, e para que eu possa voltar no tempo quando achar que nada mudou. Espero que eu mude.

Dentre os sintomas do borderline eu apresento: oscilações de humor, irritabilidade e certa agressividade, depressão, comportamento auto-destrutivo, baixa auto-estima, medo de abandono, dificuldade para lidar com as emoções, dificuldade para estabelecer objetivos, alta sensibilidade, tomada de decisões precipitadas, comportamentos impulsivos (um deles foi deixar o curso de medicina), dificuldade de me relacionar socialmente, dificuldade para dormir, dificuldade de concentração, dificuldade em ter senso da própria personalidade e pensamentos paranoicos.
O que mais me chocou quando fui diagnosticada foi saber que pelo menos 90% das características da minha personalidade -que chamam de "difícil" ou "forte"- são sintomas do TPL (transtorno de personalidade limítrofe). Afinal, eu não sei quem sou eu sem o borderline. Meus últimos dois anos, principalmente o último, têm sido regidos por essa orquestra de sintomas, uns tocando minha vida pra um lado, outros pra outro.
Por enquanto provavelmente escreverei sobre minhas oscilações de humor e comportamento com o tratamento, sobre os efeitos colaterais, sobre minha terapia bio-psico-comportamental.
Bem, eu costumo fazer as coisas por impulso e esse blog foi um deles, mas espero não excluí-lo por impulso (fica aqui o aviso pra mim mesma).